quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CONCIDÊNCIAS MUSICAIS

Vale a pena conferir.

domingo, 9 de agosto de 2009

BRAZA DORMIDA (1928) - EXCERTO DE CENA - A POÉTICA DAS IMAGENS

BRAZA DORMIDA (1928) - BREVE EXCERTO - A SERENATA - ADAPTAÇÃO RÁDIO EDUCATIVA MENSAGEM.BRASA DORMIDA - A POÉTICA DAS IMAGENS.
Brasil - 1928 - Drama - P&B - 60 min - 35mm
Direção: Humberto Mauro
Produção: Agenor Cortes de Barros e Homero Cortes Domingues
Roteiro: Humberto Mauro
Direção de fotografia: Edgar Brazil
Montagem: Humberto Mauro
Companhia produtora: Phebo Brasil Film
Distribuição: Universal Pictures do Brasil
Cenografia: Paschoal Ciodaro
Laboratório: Benedetti Film
Lançamento: 4 de março de 1929

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O PINTO REEDITADO

EM 1949 O CONGRESSO BRASILEIRO RESOLVEU CHUTAR O PINTO
BARRETO PINTO (Edmundo Barreto Pinto) (15/04/1900 - 30/03/1972)
* Deputado Federal. prof. 1935-1937; const. 1946; dep. fed. DF 1946-1949, 1952 e 1954-1955. Nasceu em Vassouras (RJ) no dia 15 de abril de 1900, filho de Abel Barreto Pinto e de Maria Eugênia Barreto Pinto. Estudou no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, nos colégios Santo Inácio e Pan-Americano e fez o secundário com professores particulares. Ingressando no funcionalismo público, chegou à posição de chefe de serviço na Estrada de Ferro Central do Brasil. Recebeu o diploma de conclusão do secundário em 1921. Secretário-geral da Diretoria Geral de Saneamento de 1922 a 1926, neste último ano tornou-se chefe de contabilidade da Assistência Hospitalar, no Rio de Janeiro, cargo que ocupou até 1931. No ano seguinte foi incumbido de organizar os serviços administrativos da antiga Justiça Eleitoral e assumiu a direção da Biblioteca da Câmara Municipal do Distrito Federal, onde permaneceu até 1934. Após a promulgação da Constituição de 1934 (16/7/1934), foi eleito representante dos funcionários públicos, tornando-se deputado federal classista. Assumiu sua cadeira na Câmara em maio de 1935 e nesse mesmo ano foi distribuidor do 10º Ofício de Justiça. Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1936. Durante a legislatura, representou os funcionários públicos estaduais e municipais na convenção para lançamento da candidatura de José Américo de Almeida à presidência da República, no pleito previsto para janeiro de 1938. Permaneceu na Câmara até o dia 10 de novembro de 1937, quando, com o advento do Estado Novo, que apoiou, os órgãos legislativos do país foram suprimidos. Com a desagregação do Estado Novo em 1945 e a criação de novos partidos políticos, participou da fundação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, segundo o depoimento de José Gomes Talarico, foi o responsável pela obtenção do registro desse partido. Às vésperas do prazo final para a concessão do registro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PTB ainda não havia conseguido apresentar o número de assinaturas de eleitores exigido por lei. Barreto Pinto, que era então secretário do presidente do TSE, Frederico de Barros Barreto, teria apresentado como sendo de petebistas assinaturas pertencentes ao pedido de registro do Partido Social Democrático (PSD). No pleito de dezembro de 1945 foi eleito suplente de deputado à Assembléia Nacional Constituinte pelo Distrito Federal na legenda do PTB. Beneficiado pelo mecanismo das sobras garantido pelo princípio proporcional do voto, assumiu em fevereiro de 1946 uma cadeira no lugar de Getúlio Vargas, eleito deputado federal por vários estados, inclusive pelo Distrito Federal. Durante os trabalhos constituintes lutou pela restauração da Carta de 1934, pelo divórcio e contra o jogo. Em março de 1946 pediu pela primeira vez cancelamento do registro do Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), baseado nas declarações feitas na imprensa pelo secretário-geral do partido, o senador Luís Carlos Prestes, segundo o qual os comunistas se colocariam do lado da União Soviética no caso de uma guerra deste país com o Brasil. Barreto Pinto alegou que o PCB era uma organização internacional, comandada pelo comunismo de Moscou, incompatível com a ordem democrática, e que insuflava a luta de classes promovendo confusão e desordem. Com a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário. Em maio de 1947, a Justiça Eleitoral finalmente decidiu cancelar o registro do PCB. Em janeiro do ano seguinte, o Congresso deliberaria a cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas. Partidário de Getúlio Vargas, assumiu na Câmara posição contrária ao governo do presidente Eurico Dutra (1946-1951), especialmente nos conflitos com o governador de São Paulo, Ademar de Barros, a quem defendeu de acusações de suborno e de prática de violências. Nessa legislatura foi membro da Comissão Permanente de Serviço Público e da Comissão Especial de Regimento Comum da Câmara. A divulgação de uma série de fotografias suas em trajes menores provocou grave reação na Câmara, que em maio de 1949 decidiu por voto de 2/3 de seus membros cassar o seu mandato sob acusação de afronta ao decoro parlamentar. Segundo João Café Filho, sua explicação teria sido aceita pela Câmara se tivesse comparecido na ocasião para se defender. De acordo com a publicação Nosso século, dedicou-se a partir de então à atividade de empresário teatral. No pleito de outubro de 1950 elegeu-se suplente de deputado federal pelo Distrito Federal ainda na legenda do PTB, exercendo o mandato de fevereiro a abril de 1952. Foi secretário-geral da comissão artística e cultural do Teatro Municipal e chefe do Serviço de Teatros e Diversões do Distrito Federal em 1953. Ocupou novamente uma cadeira na Câmara de setembro de 1954 a janeiro de 1955. Advogado, jornalista e escritor teatral, foi membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Sociedade Brasileira de Atores Teatrais (SBAT) e presidente da Fundação Rádio Mauá. Foi diretor das Companhias Carboníferas, em Santa Catarina, e tabelião do 10º Ofício. Publicou O mundo em cuecas (revista teatral, 1948), General da banda (revista, em colaboração), Confusão no reboque (revista), Nova lei eleitoral e Direito eleitoral. A seu respeito Davi Nasser escreveu Barreto Pinto sem máscaras, e Carlos Lacerda, Reportagens que abalaram o Brasil. fonte: http://www.cpdoc.fgv.br/

domingo, 12 de julho de 2009

DR. VORONOFF REVISITADO

DR. VORONOFF REVISITADO

O fisiologista e cirurgião russo, naturalizado francês, Dr. Serge Abrahamovitch Voronoff (1866-1951) continua sendo uma personalidade excêntrica e por demais curiosa. Volta e meia é revisitado, como fazemos agora. A busca do rejuvenescimento sempre foi uma obsessão na história da humanidade. E Voronoff, na medicina moderna, é um de seus símbolos . Ao transplantar glândulas de macacos em seres humanos (xenotransplantes), as diversas experiências no gênero praticadas,muitas delas bizarras, destacaram-no na medicina e na sociedade. Renegado , admirado e resgatado, a figura de Voronoff , suas experiências inusitadas, marcaram uma época. E naturalmente, influenciou a cultura popular.

No filme "O Homem que Andava de Rastos" "The Adventure of the Creeping Man", de 1923, adaptado também para cine/Tv em 1984 e 1991, reunidos nas histórias e casos de Sherlock Holmes (The Case Book of Sherlock Holmes), é mais do que nítida a inflência das teorias de Voronoff.
Voronoff foi também o protótipo do professor Preobrazhensky , na novela escrita pelo russo Mikhail Bulgakov, entitulada "Coração de um cão" (Heart of a Dog) , publicada em 1925 , reeditado em filme de forma satírica no ano de 1988 pelo diretor Vladimir Bortko.

A canção "Monkey-Doodle-Doo", composta em 1925 por Irving Berling, trilha do filme " Cocoanuts" , 1929, caracterizada pelos Irmãos Marx (primeiro filme dos Marx Brothers) contém a frase: "Se você está muito velho para dançar / Arranja uma glândula de macaco... " " ...Não, Voronoff, você não vai me pegar! ".

Nas suas jornadas médicas, o Dr. Voronoff esteve no Brasil no mês de julho de 1928. Fez palestras e visitou o zoológico do Rio de Janeiro.

O Jornal "O Diário de Minas", relata este fato:
" A visita que acaba de fazer o Dr. Sergio Voronoff ao Jardim Zoológico do Rio. Mostrou-se bem impressionado especialmente com os excellentes exemplares de símios ali expostos à contemplação pública. Esses símios não deviam ser objecto da curiosidade de Voronoff, ou pelo menos, elle devia poupar-lhes essa visita amarga. Macaco habituado à Capital do paiz, é impossível que não tenha escutado algum commentário a respeito da estadia do maior inimigo de sua espécie... (Diário de Minas, 18 jul. 1928).

Em São Paulo operou um proprietário de uma granja de galinhas em Campinas,conhecido como o "Rei das Aves, homem fazendeiro de 60 anos de idade. A cirurgia foi realizada no Hospital Evangélico e amplamente divulgada pela imprensa.

O Jornal "A Noite", de 18 de julho de 1928, relatou o tratamento cuidadoso dispensado por Voronoff e sua equipe, ao Chipanzé doador e ao paciente "Rei das Aves", no xenotransplante.

De acordo com o "The Scientific Electronic Library Online" : " dos dois casos de xenotransplante de ovário descritos por Voronoff, um refere-se a uma brasileira. Segundo seu relato, essa senhora de 48 anos, residente em São Paulo, pretendia fazer o transplante para rejuvenescimento porque o marido a havia deixado. Estava desejosa de reatar o relacionamento e manter a família dentro dos padrões valorizados à época. Voronoff acreditava no poder moral advindo do enxerto, mas não atribuía seus resultados e benefícios à auto-sugestão. O xenotransplante realizou-se em 15 de julho de 1924. A mulher perdeu 16 quilos durante os primeiros quatro meses, mas seus músculos ficaram fortes e sua pele ganhou mais elasticidade e brilho. O médico teve notícias da paciente dois anos depois. Estava graciosa, magra e rejuvenescida. Sua aparência era de uma jovem senhora de 35 anos, mas ela já passava dos 50. Quando perguntou se havia reatado com o marido, ela respondeu que não, pois ele não merecia sua juventude recém-adquirida (Voronoff, 1928, p.188)". (fonte de citações de jornais da época: História, Ciências, Saúde-Manguinhos / The Scientific Electronic Library Online - SciELO is an electronic library covering a selected collection of Brazilian scientific journals.)

Assim , seria inevitável tais fatos não repercutirem e não motivarem o imaginário popular.

Em 1930, o conjunto vocal e instrumental recifense , "Os Turunas da Mauricéia", gravam pela Odeon a embolada chamada de "Samba de Campinas", de autoria de um dos integrantes do grupo João Frazão, que diz em seus versos :

"Seu Voronoff / quando foi pra Paulicéia /operou lá uma velha /ca cabeça dentro dum saco / E essa velha / encabelô e ficou preta / fazia tanta careta /mas piô do que macaco.

Neste mesmo ano de 1930, pelo selo Parlophon,78 rpm, lado B, Noel Rosa grava a embolada entitulada "Minha Viola", onde há o registro da figura do Dr. Voronoff nos versos:

"Eu tive um sogro cansado dos rega-bofe / Que procurou o Voronoff, doutô muito creditado / E andam dizendo que o enxerto foi de gato / Pois ele pula de quatro, miando pelos telhados".

Dois anos antes, em 1928, no mesmo ano da visita de Voronoff ao Brasil, Lamartine Babo e João Rossi, compõe a marcha denominada "Seu Voronoff", gravada pelo magistral Francisco Alves, selo Odeon, 78rpm, com acompanhamento da Orquestra Pan American. É com esta música que terminamos este videozinho ilustrativo, com excertos finais de cenas dos filmes mencionados.
Rádio Educativa Mensagem. A Cultura a serviço de todos.

sábado, 4 de julho de 2009

AS ORIGENS DO ROCK NO BRASIL

AS ORIGENS DO ROCK NO BRASIL. Edição de 2007. Acervo Particular. Apresentação: Mario Bernardino. Produção: Aristídia Marques e Thiago Rosa.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

SAPATILHAS DE PONTA. SINGELA HOMENAGEM

RADIO EDUCATIVA MENSAGEM ONLINE.

domingo, 14 de junho de 2009

A HORA DO FIASCO - NOTAS SOBRE O CAPIM GORDURA

RADIO EDUCATIVA MENSAGEM. NOTAS SOBRE O CAPIM GORDURA.